O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), João Elisio Ferraz de Campos, comenta no blog “Viver Seguro no Trânsito” resultado de pesquisa realizada em parceria entre as Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros e a Universidade Federal de Brasília, segundo a qual 84% dos 923 condutores de veículos entrevistados admitiram haver cometido os mais variados erros ao volante. “Na verdade, temos de reconhecer, todos cometemos erros ao volante, por descuido, inabilidade, pressa ou por dificuldades de reação até compreensíveis na hora de enfrentar certos imprevistos. Se isso é verdadeiro, como nos mostra a pesquisa, por que a intolerância foi transformada numa das marcas mais características do trânsito brasileiro? Por que, afinal, se também erramos, temos dificuldade em tolerar o erro dos outros? Por que alguns condutores reagem ao erro alheio com tanta agressividade?”, questiona João Elisio.
Para o presidente da CNSeg, o ideal seria um cenário em que todos fossem mais tolerantes no trânsito, como ensinam os educadores nas lições básicas de direção defensiva. “Acho que o tema deveria merecer boa reflexão neste começo de ano, quando a maioria da população se prepara para as viagens de férias”, sugere João Elisio.
Na visão dele, o exercício da tolerância entra perfeitamente no rol de exercícios da cidadania, pois a intolerância distribui maior tensão a um trânsito já bastante tenso. “Como cidadãos, não podemos contribuir para agravar ainda mais o cenário onde morrem 36 mil pessoas por ano”, acrescenta.
O blog “Viver Seguro no Trânsito” (viverseguronotransito.org.br) foi lançado dia 10 de novembro, às vésperas do “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito”, celebração criada pela ONU e feita anualmente no terceiro domingo de novembro.
João Elisio explica que o blog nasceu inspirado pela necessidade, emergente, de haver ampla mobilização social para combater os acidentes de trânsito. “É uma contribuição e um espaço aberto a sugestões, análises, opiniões, informações, debates, que ajudem na conscientização e na busca de soluções para pouparmos vidas e traumas”, observa.